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SISERP participa da 6ª Marcha dos Catarinenses em defesa dos direitos da classe trabalhadora

A Comunicação do SISERP acompanhou, nesta terça-feira, 18 de agosto, a 6ª Marcha dos Catarinenses, realizada em Florianópolis. A mobilização reuniu cerca de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de diferentes regiões de Santa Catarina, entre representantes sindicais, movimentos sociais e diversas categorias profissionais.

O SISERP esteve presente reforçando a defesa dos servidores e servidoras públicas e somando forças às reivindicações da classe trabalhadora catarinense.

Com o lema “Do campo à cidade, quem constrói Santa Catarina é a classe trabalhadora”, a Marcha voltou a ocupar as ruas da Capital após mais de uma década. A última edição havia ocorrido em 2014.

A concentração teve início no Parque da Luz, próximo à Ponte Hercílio Luz. De lá, os participantes seguiram em caminhada pelo Centro de Florianópolis, levando faixas, bandeiras e palavras de ordem. Durante o trajeto, as entidades também dialogaram com a população sobre os motivos da mobilização e as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores e trabalhadoras.

A caminhada passou pelo Terminal de Integração do Centro (TICEN) e terminou em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). As reivindicações defendidas durante a Marcha deverão integrar um documento a ser encaminhado ao Parlamento catarinense.

Defesa dos serviços públicos e dos direitos

Entre as pautas que ganharam destaque durante a mobilização estiveram o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem redução de salários, a valorização dos serviços públicos e das empresas estatais, além da defesa da educação pública, das universidades e das políticas de cotas.

Outro tema de grande importância foi a luta contra o desconto de 14% nas aposentadorias e pensões dos servidores e servidoras estaduais, pauta que também reforça o debate sobre a necessidade de respeito a quem dedicou anos de sua vida ao serviço público.

A Marcha ainda chamou atenção para as renúncias fiscais concedidas pelo Governo do Estado e defendeu que os recursos públicos sejam direcionados para políticas que atendam às necessidades da população.

Também estiveram presentes reivindicações relacionadas ao combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres, enfrentamento ao racismo, defesa da agricultura familiar, reforma agrária, moradia digna, proteção ambiental e garantia dos direitos dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Organização e unidade da classe trabalhadora

A 6ª Marcha dos Catarinenses foi construída de forma conjunta por centrais sindicais, sindicatos, federações e movimentos sociais do campo e da cidade. A mobilização foi resultado de meses de organização em diferentes regiões do Estado.

Para o SISERP, momentos como este reforçam que os avanços conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras são resultado da união, da participação e da organização coletiva.

Mais do que ocupar as ruas, a Marcha demonstrou que diferentes categorias compartilham desafios semelhantes e que a defesa dos direitos passa pelo fortalecimento da mobilização sindical e social.

 

 

Foto:CUT/SC

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