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Seminário na Alesc reforça mobilização contra o feminicídio em Santa Catarina

Nesta quinta-feira, dia 5 de março, trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias participaram do seminário “Vivas e Decididas contra o Feminicídio”, realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O encontro reuniu representantes de movimentos sociais, sindicatos, instituições públicas e centenas de mulheres em um espaço de reflexão, denúncia e mobilização contra a violência de gênero.

O evento teve como objetivo dar visibilidade à grave realidade enfrentada por mulheres em todo o estado e fortalecer a articulação entre entidades da sociedade civil e o poder público para enfrentar o problema. Durante o seminário, foram apresentados dados que evidenciam a dimensão da violência: somente em 2025, Santa Catarina registrou 52 feminicídios, além de 255 tentativas de assassinato e mais de 31 mil medidas protetivas concedidas pelo sistema de justiça.

Os números reforçam a necessidade de políticas públicas mais efetivas e de ações permanentes de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores. Para as entidades participantes, o enfrentamento ao feminicídio exige o comprometimento de toda a sociedade, além da atuação firme dos poderes públicos na implementação de políticas de proteção às mulheres.

A presença de mulheres ligadas ao movimento sindical também marcou o encontro. A participação das trabalhadoras CUTistas demonstra que a luta contra a violência de gênero faz parte da agenda do movimento sindical, que entende a defesa da vida das mulheres como uma pauta essencial para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Durante as discussões, foi reforçada a importância de ampliar redes de apoio, fortalecer políticas de prevenção e garantir que as mulheres tenham acesso à proteção quando se encontram em situação de risco. As participantes destacaram ainda que a violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema individual, mas sim como uma questão social que exige respostas estruturais.

O seminário também serviu como espaço de troca de experiências entre diferentes organizações que atuam no enfrentamento à violência, contribuindo para fortalecer estratégias de mobilização e pressionar por medidas concretas de proteção às mulheres.

Para as entidades presentes, iniciativas como essa são fundamentais para manter o debate público ativo e para reforçar que o combate ao feminicídio deve ser permanente. A mobilização coletiva é apontada como um dos caminhos para garantir que a violência não seja naturalizada e que cada caso seja tratado com a seriedade que a situação exige.

A participação no seminário reafirma o compromisso do movimento sindical e das organizações sociais com a defesa da vida das mulheres e com a construção de políticas públicas que enfrentem o machismo, a desigualdade e a violência.

A luta por uma sociedade mais segura e justa para todas continua sendo um desafio coletivo — e a mobilização segue sendo um instrumento fundamental para garantir que nenhuma mulher seja silenciada pela violência.

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