Na tarde desta segunda-feira (9), uma reunião com os vigias que atuam nas unidades públicas do município para discutir denúncias que vêm se intensificando nos últimos meses. Entre os principais relatos apresentados pela categoria estão situações de assédio moral, transferências sem justificativa, mudanças de posto que afetam diretamente a rotina e a saúde dos trabalhadores, além de outros conflitos relacionados ao ambiente laboral.
A reunião teve como objetivo ouvir os relatos, sistematizar as demandas e definir encaminhamentos que possam garantir a proteção dos direitos da categoria. De acordo com o SISERP, muitos servidores têm procurado o sindicato para relatar práticas que configuram abuso de autoridade, pressão psicológica e utilização de transferências como forma de punição indireta. A direção sindical considera que a situação é grave e exige atenção imediata do poder público.
Durante o encontro, os vigias relataram que as transferências repentinas vêm ocorrendo sem diálogo prévio, sem fundamentação técnica e sem respeito à realidade pessoal e profissional de cada servidor. Há casos em que trabalhadores foram deslocados para unidades distantes de seus bairros ou de difícil acesso, gerando impactos diretos no deslocamento, na carga emocional e até na segurança individual.
Outro ponto levantado foram práticas de assédio moral que, segundo os servidores, partem de diferentes níveis hierárquicos, criando um clima de insegurança e desgaste emocional.
Após ouvir todos e todas, o SISERP definiu uma série de encaminhamentos. O principal deles é a solicitação imediata de uma reunião com a administração municipal, para que o governo apresente esclarecimentos formais sobre as denúncias e adote medidas que impeçam a continuidade das situações relatadas. O sindicato pretende levar ao Executivo um conjunto de reivindicações que visa regularizar procedimentos, estabelecer critérios claros para transferências e garantir a proteção dos trabalhadores contra práticas abusivas.
A direção do SISERP reforçou ainda que todas as denúncias serão documentadas e que o sindicato está à disposição para prestar assistência jurídica aos servidores que se sentirem prejudicados. O objetivo é assegurar que nenhuma forma de assédio moral, retaliação ou abuso de poder seja normalizada no serviço público municipal.
O sindicato também destacou a importância de fortalecer o diálogo com os setores administrativos responsáveis pela gestão dos vigias, de modo a construir soluções conjuntas e compromissos que assegurem ambientes de trabalho saudáveis e respeitosos. Segundo a entidade, o respeito aos servidores e servidoras é condição indispensável para garantir a qualidade do serviço público prestado à população.
O SISERP seguirá acompanhando o caso e informando a categoria sobre os próximos passos. A entidade reafirma seu compromisso histórico de defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, atuando de forma transparente e firme diante de qualquer ameaça às condições de trabalho e à dignidade da categoria.



